Se toma amlodipina — um bloqueador dos canais de cálcio habitualmente prescrito para a hipertensão e angina de peito —, a sua rotina diária pode afetar significativamente a forma como o medicamento atua. Eis 8 hábitos que deve abandonar para proteger melhor o seu coração e a sua saúde:
- Consumo regular de toranja (toranja) ou sumo de toranja
A toranja contém substâncias (furanocumarinas) que inibem a enzima CYP3A4 no intestino. Esta enzima é responsável por metabolizar (degradar) o anlodipino. Se for bloqueada, o nível do princípio ativo no sangue aumenta de forma descontrolada, elevando drasticamente o risco de efeitos secundários graves, como batimentos cardíacos acelerados, tonturas ou uma descida acentuada da pressão arterial. - Excesso de sal na dieta
O anlodipino dilata os vasos sanguíneos para reduzir a pressão arterial. No entanto, o elevado consumo de sal faz com que o organismo retenha água. Isto aumenta o volume sanguíneo e volta a elevar a pressão arterial, prejudicando diretamente o efeito do medicamento.
3.º Consumo regular ou excessivo de álcool
O álcool potencia o efeito de dilatação dos vasos sanguíneos provocado pelo anlodipino. Esta combinação pode levar a uma descida súbita e acentuada da pressão arterial (hipotensão). Os sintomas incluem tonturas intensas, sensação de desmaio iminente e maior risco de quedas. Além disso, o álcool sobrecarrega o sistema cardiovascular.
- Uso de analgésicos (AINE) sem aconselhamento médico
Os analgésicos de venda livre, como o ibuprofeno, o naproxeno ou o diclofenac (AINE), contraem os vasos sanguíneos e fazem com que os rins retenham mais sódio e água. Isto reduz visivelmente o efeito do anlodipino na redução da pressão arterial e sobrecarrega os rins. - Levantar-se bruscamente após estar sentado ou deitado durante muito tempo
O anlodipino reduz a resistência vascular; consequentemente, ao levantar-se rapidamente, a gravidade faz com que o sangue se acumule nas pernas (hipotensão ortostática). Levantar-se demasiado depressa traz risco de tonturas ou episódios de desmaio breve. - Falta de atividade física e permanecer sentado durante horas sem pausas
Um dos efeitos secundários mais comuns do anlodipino é a retenção de líquidos nos tornozelos e nas pernas (edema periférico). Permanecer sentado ou de pé durante longos períodos agrava esta retenção de líquidos. A prática regular de atividades físicas ligeiras mantém ativa a bomba muscular venosa e ajuda a aliviar o inchaço. - Horários irregulares ou doses esquecidas
Para que a anlodipina funcione de forma consistente, o organismo necessita de um nível estável do princípio ativo. Horários de administração variáveis ou esquecimentos frequentes levam a oscilações da pressão arterial. A interrupção abrupta do medicamento pode também desencadear um perigoso “efeito rebound”, provocando um pico da pressão arterial. - Uso descuidado de suplementos alimentares sem aconselhamento profissional
Certos produtos de venda livre, como a erva-de-são-joão, aceleram a degradação da anlodipina no fígado, podendo tornar o medicamento ineficaz. Por outro lado, os suplementos de cálcio em doses elevadas podem interferir com a ação dos bloqueadores dos canais de cálcio. Estimulantes como a efedra ou doses muito elevadas de cafeína podem elevar a pressão arterial.
Nota importante: Consulte sempre o seu médico ou farmacêutico caso tenha dúvidas sobre o medicamento, efeitos secundários ou alterações no estilo de vida. Nunca interrompa o uso da anlodipina por conta própria.