Um suave clique metálico quebra o silêncio do quarto. Uma discreta tira na lateral da velha caixa de madeira escura solta-se e, com um ligeiro deslizar, o compartimento secreto abre-se.
Sobre um veludo escuro, ligeiramente desbotado, repousam três objetos que não veem a luz do dia há décadas:
Primeiro, um pesado relógio de latão sem caixa de vidro. As suas delicadas engrenagens giram a um ritmo silencioso e fluido, mas os ponteiros movem-se para trás — imparáveis e completamente imunes às leis do tempo.
Ao lado, um mapa de pergaminho enrolado, desenhado com tinta brilhante cor de cobre. Não mostra continentes ou mares, mas sim a intrincada rede de túneis e esconderijos há muito esquecidos — diretamente sob as ruas da sua própria cidade. Um pequeno carimbo de lacre vermelho-escuro está colocado num dos pontos.
E, por fim, uma chave de ferro forjado, surpreendentemente fria e pesada na mão, com a ponta em forma de tripla espiral. Uma tira de papel amarelada está enrolada no seu anel, com os dizeres, numa caligrafia elegante: “Só serve na fechadura que só se vê quando a luz se apaga.”
Qual destes três objetos retirará primeiro para desvendar o seu segredo?