De acordo com médicos e especialistas em nutrição, comer castanhas de caju pode causar efeitos fisiológicos tanto positivos como negativos – o efeito depende muito da quantidade consumida e da saúde de cada pessoa.
O que pode o consumo excessivo ou inadequado provocar? (Riscos)
Aumento de peso: Embora as castanhas de caju contenham gorduras saudáveis, são extremamente calóricas (100 gramas contêm aproximadamente 565 a 600 calorias). Comer em excesso pode facilmente levar ao excesso de calorias e ao aumento de peso.
Reação alérgica grave (anafilaxia): As castanhas de caju são um dos alergénios mais fortes para as pessoas sensíveis às nozes. Em casos graves, podem causar choque anafilático com risco de vida (dificuldade em respirar, inchaço da língua, queda da pressão arterial).
Problemas digestivos: Devido ao seu elevado teor de gordura e fibras, comer muitas castanhas de caju pode causar inchaço, gases, cólicas estomacais ou diarreia em pessoas sensíveis a elas.
Aumento da pressão arterial (versão salgada): O elevado teor de sódio das castanhas de caju torradas e muito salgadas compradas em lojas pode aumentar a pressão arterial e provocar retenção de líquidos.
Redução da absorção de minerais: O ácido fítico presente nas castanhas de caju pode inibir a absorção de certos minerais essenciais pelo organismo, como o ferro e o zinco.
Intoxicação (apenas quando completamente cruas): Na natureza, as castanhas de caju cruas contêm um óleo tóxico chamado cardol e ácido anacárdico sob as suas cascas, que causam irritação severa na pele e inflamação das membranas mucosas. (Nota: As castanhas de caju “cruas” disponíveis nas lojas já passaram por um processo de cozedura a vapor/tratamento térmico, pelo que são completamente seguras.)
O que pode provocar o consumo regular e moderado? (Benefícios)
Se seguirmos a dose diária recomendada pelos médicos (cerca de 1 punhado / 30 gramas), as castanhas de caju têm um efeito particularmente benéfico:
Protegem o coração e os vasos sanguíneos: Reduzem os níveis de colesterol “mau” (LDL) e ajudam a estabilizar a pressão arterial.
Fortalece os ossos: O seu elevado teor em magnésio, fósforo e vitamina K auxilia na absorção de cálcio.
Ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue: Devido ao seu baixo índice glicémico e ácidos gordos saudáveis, pode ser facilmente incluído na dieta dos diabéticos.
Ajuda o sistema nervoso: Rico em magnésio e vitaminas do complexo B, que ajudam a controlar o stress e a prevenir enxaquecas.
De um modo geral, de acordo com as recomendações médicas, o caju é um excelente superalimento, mas o fundamental é a moderação e a escolha da versão natural (sem sal).