Por detrás desta típica manchete das redes sociais, há geralmente alertas sensacionalistas sobre ingredientes ou germes no fígado de galinha. Embora o fígado de galinha seja extremamente rico em nutrientes (rico em ferro, vitaminas do complexo B e proteínas), os nutricionistas e médicos apontam quatro riscos principais:
- Sobredosagem de vitamina A (hipervitaminose A)
Perigo: O fígado armazena níveis extremamente elevados de vitamina A. A ingestão excessiva de uma só vez pode causar dores de cabeça, náuseas e, a longo prazo, danos no fígado e nos ossos.
Aviso especial: As mulheres grávidas devem evitar completamente o fígado, pois o excesso de vitamina A pode causar defeitos congénitos.
- Risco de infeção por Campylobacter e Salmonella
Perigo: O fígado de aves é suscetível a bactérias como a Campylobacter.
Consequências: Diarreia, cólicas gastrointestinais e febre.
Importante: O fígado de galinha deve ser sempre bem cozinhado (sem o centro rosado) para matar quaisquer agentes patogénicos.
- Alto teor de colesterol
Perigo: Miúdos como o fígado de galinha contêm uma quantidade relativamente elevada de colesterol.
Consequências: Pessoas com distúrbios do metabolismo lipídico ou doenças cardiovasculares devem limitar o consumo.
- Contaminação (metais pesados e medicamentos)
Perigo: Como o fígado é o órgão de desintoxicação da galinha, podem acumular-se nele resíduos de metais pesados (como o cádmio) ou antibióticos.
Conclusão: Para adultos saudáveis, o fígado de galinha é um alimento saudável quando consumido com moderação (por exemplo, 1 a 2 vezes por mês, bem cozinhado). No entanto, as mulheres grávidas e as pessoas com problemas de saúde pré-existentes devem ter cuidado.