Esta descrição sensacionalista refere-se, geralmente, às vísceras – principalmente pulmões, fígado, coração, rins ou úbere (como o clássico bife à Dresden, feito com úbere de vaca). Pratos como pulmão em conserva, guisado de vísceras (pulmões e coração), tripas ou queijo de cabeça também se enquadram nesta categoria.
Porque é que esta era prática comum no passado:
“Do focinho à cauda” por necessidade: o abate era caro e demorado. Por respeito e economia, era utilizado o animal inteiro.
Barato e rico em nutrientes: as vísceras forneciam uma quantidade extremamente elevada de vitaminas (especialmente vitaminas A e B) e minerais a baixo custo.
Porque é que muitas pessoas evitam hoje em dia:
Fator de repulsa e textura: muitos estão habituados a cortes de carne processados e tenros (filetes, carne picada). A textura ou o sabor intenso das vísceras podem exigir um período de adaptação para o paladar moderno.
Falta de conhecimento: O processo correto de demolhar, limpar e cozinhar lentamente as vísceras é raramente ensinado nas casas comuns hoje em dia.
Está a referir-se a um prato tradicional específico ou está à procura de uma receita em particular da época da sua avó?