O pequeno gancho de tecido na parte de trás de uma camisa — mesmo na dobra abaixo do ombro — é um daqueles detalhes que se vê todos os dias, mas raramente se questiona. Hoje, é sobretudo decorativo, mas tem uma história extremamente prática e fascinante.
Eis o verdadeiro propósito desta chamada “alça de armário”:
- O verdadeiro propósito: Pendurar sem amassar
A correia foi popularizada na década de 1960 pela lendária marca americana de camisas Gant.
O problema: Naquela época, a maioria dos homens (especialmente estudantes) não tinha cabides nos seus dormitórios ou balneários, ou simplesmente não tinha espaço suficiente no armário.
A solução: A correia permitia que a camisa fosse facilmente pendurada num gancho na parede ou num armário. Ao posicionar a gola à altura do ombro, a camisola mantinha-se praticamente sem vincos e mantinha a sua forma sem que a gola esticasse.
2.º O Código Secreto: A Cultura de Namoro na Ivy League
Nas universidades de elite americanas (Ivy League), a presilha da gola tornou-se rapidamente um meio silencioso de comunicação sobre as relações dos estudantes:
Num relacionamento sério: Se um estudante estivesse num relacionamento sério, ele (ou a sua namorada) cortava frequentemente a presilha. Isto sinalizava a todos no campus: “Estou comprometido(a)”.
Solteiro(a): Se a presilha ainda estivesse presa, todos sabiam que o(a) utilizador(a) estava disponível.
A recordação: Por vezes, as mulheres também usavam as presilhas cortadas dos seus namorados como uma espécie de substituto do “anel de formatura”.
Por que razão ainda existem hoje?
Com o aparecimento de cabides baratos de arame e plástico, a presilha da gola perdeu rapidamente a sua utilidade prática.
O facto de marcas como Gant, Ralph Lauren e Barbour ainda as produzirem hoje deve-se puramente à tradição e ao estilo. Mantiveram-se uma marca visual do clássico estilo “preppy” ou “Ivy League”.
Curiosidade: Como os anéis tendiam a enroscar-se nos objetos e a soltar-se no dia-a-dia — sobretudo quando se sentavam rapidamente ou dentro da máquina de lavar roupa — os alunos chamavam-lhes, em tom de brincadeira, “fruit loops” ou “sync loops”.