Isto parece uma daquelas típicas manchetes que se encontra em “Mostrar mais” nas redes sociais. Mas vamos verificar os factos rapidamente antes de trocarmos a farmácia pela panela.
É verdade que a moela de frango (e especialmente o revestimento interno seco, o ventrículo primário da galinha) é valorizada na medicina tradicional chinesa e na medicina popular. Mas a afirmação de que já não precisa de qualquer medicamento é um exagero perigoso.
Aqui está uma avaliação do que a moela de frango pode realmente fazer e onde estão os limites:
Qual é a verdade? (Os benefícios para a saúde)
Anatomicamente falando, a moela de frango é puro músculo e nutricionalmente muito valiosa:
Alto teor proteico: É extremamente rica em proteínas e pobre em gordura.
Rica em minerais: Fornece quantidades significativas de zinco (bom para o sistema imunitário), ferro e vitamina B12.
Enzimas digestivas: Na naturopatia, o revestimento interno amarelado do estômago é seco e utilizado em pó para tratar problemas digestivos, inchaço ou cálculos (pedras biliares/pedras renais), pois pensa-se que contém enzimas que ajudam na digestão dos alimentos.
Correção: Porque não substituem os medicamentos
Embora sejam saudáveis, há pontos importantes a considerar:
Não é um remédio de largo espectro: A moela de galinha não cura infeções bacterianas, regula doenças cardíacas crónicas ou compensa a deficiência de insulina.
Colesterol elevado: As vísceras como a moela são muito ricas em colesterol. Quem já tem problemas com os níveis de lípidos no sangue deve consumi-las com moderação.
Purinas: Contêm muitas purinas, o que pode ser problemático para as pessoas com gota.
Conclusão
A moela de galinha é um alimento excelente, barato e saudável (palavra-chave: aproveitamento integral do animal) que pode ajudar na digestão. No entanto, é um suplemento, não um substituto do tratamento médico necessário. Estas promessas de “cura milagrosa” na internet servem, geralmente, para gerar cliques.
Se quiser experimentá-las: na cozinha asiática, são frequentemente cozinhadas lentamente até ficarem incrivelmente macias – vale definitivamente a pena experimentar!
Leu isto como uma dica de receita ou o artigo era sobre uma doença específica?