As avós eram mestras da “economia zero desperdício” muito antes de esta se tornar moda. As cascas de alho são um verdadeiro tesouro, pois contêm uma elevada concentração de quercetina (um poderoso antioxidante) e substâncias com efeitos antibacterianos.
Aposto que a sua avó usava as cascas de uma destas três formas, lendárias na medicina popular e na jardinagem eslovacas:
- Elixir para flores de interior (e pepinos!)
Se mencionou aqueles pepinos incríveis, as cascas de alho são o acompanhamento ideal para eles.
Modo de preparação: Coloque um punhado de cascas em 1 litro de água quente e deixe em infusão durante 24 horas.
Efeito: Esta infusão funciona como um fungicida natural suave, mas eficaz. Se a pulverizar nas folhas de pepino ou de plantas de interior, repele os pulgões e previne o desenvolvimento de bolor.
- Chá ou decocção rejuvenescedora
Talvez já tenha aprendido que as cascas de alho servem para fazer caldo ou chá.
Por quê? A quercetina presente nas cascas auxilia a regeneração celular e tem um efeito anti-inflamatório.
Dica: Da próxima vez que preparar a sua sopa de domingo, coloque as cascas (num pano de queijo ou num coador) e retire-as antes de servir. Dão uma bela cor ao caldo e uma dose extra de vitaminas sem alterar o sabor.
- Repelente natural para a despensa
Por vezes, as cascas secas eram colocadas em sacos de lona e armazenadas juntamente com farinha ou leguminosas.
Efeito: O seu cheiro característico (que mal conseguimos sentir, mas os insetos sim) repele eficazmente as traças e outras pragas.
Um bónus científico:
Sabia que as cascas de alho têm até 20 vezes mais antioxidantes do que o próprio dente? É basicamente o escudo protetor da planta que muitas vezes descartamos.
Por acaso encontrei uma das receitas da sua avó, ou ela tinha mais algum truque especial, como por exemplo para as dores articulares ou para fazer pão?