Esta é uma descrição fascinante que aponta para um fruto que outrora foi popular, mas que agora é raro! Um desses frutos, frequentemente associado à nostalgia e à cozinha dos avós na Europa por ser robusto e ter uma boa durabilidade, mas que dificilmente se encontra no comércio moderno, é o nêspero.
Existem dois candidatos principais que se enquadram nesta descrição:
O Nêspero-comum (Mespilus germanica)
Descrição: Este é o candidato mais provável. Os frutos são pequenos, castanhos e duros.
O aspeto de “sobremesa”: Os frutos são intragáveis e muito ácidos quando crus. Devem ser primeiro amolecidos e fermentados pelo frio ou pelo armazenamento (“amadurecidos” ou “pastosos”). Só depois o sabor se transforma numa consistência agridoce e pastosa, que faz lembrar uma mistura de puré de maçã, tâmaras e passas – antigamente usada como sobremesa de inverno ou recheio.
Uma raridade nos dias de hoje: praticamente desapareceu do cultivo moderno de frutos por não ser adequado para a produção em massa. Quem encontra uma tem mesmo sorte!
A nespereira japonesa (Eriobotrya japonica)
Descrição: Um fruto de cor laranja-clara, em forma de pêra, que cresce em regiões mais quentes da Europa (região do Mediterrâneo).
O aspecto “sobremesa”: Tem um sabor fresco, agridoce, e está pronta a consumir.
Distribuição: Ainda se encontra em muitas regiões mais quentes, mas mais rara e mais cara fora da sua área de cultivo.
A descrição da “sobremesa dos avós”, que só se torna comestível com esforço e é muito difícil de encontrar hoje em dia, aponta fortemente para a nespereira comum.
Era essa a nêspera que queria dizer?